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Beira de Mim

Beira
de Mim

O caderno de uma mulher na virada dos quarenta.

por Fran

Fran sentada perto de uma janela, apoiando o rosto na mão.
o que ninguém avisou
Você não tá louca.
Isso tem nome.

Névoa mental, sono que não descansa, raiva que vem do nada, o corpo virando um lugar que você não reconhece. Eu achei que era só comigo. Achei que estava enlouquecendo.

Não estava. Isso tem nome, tem explicação, e tem um monte de gente passando pela mesma coisa em silêncio. Aqui é onde eu quebro o silêncio.

Fran escrevendo à mão num caderno, à mesa.
quem escreve
Eu sou a Fran,

Cheguei nos quarenta e tudo mudou de dentro pra fora. Sem aviso, sem manual, sem ninguém pra dizer que era normal. Passei um tempo tentando voltar a ser quem eu era, até entender que o caminho não era voltar.

Eu escrevo à mão, todo dia, num caderno. Sempre escrevi. O Beira de Mim nasceu de virar essas páginas pra fora: o que era anotação privada agora fica à vista, pra outra mulher se reconhecer e respirar.

Sou engenheira de software e tenho uma empresa que constrói agentes de inteligência artificial. Do que acontece no corpo e na cabeça aos quarenta, eu não entendo nada: sobre isso eu só conto o que estou vivendo, enquanto vivo.

o que você encontra
Três coisas, e nenhuma
promessa de cura.
01

Nome para o que acontece

Névoa, insônia, o humor virando sozinho. Cada coisa tem nome, e nomear já tira metade do susto.

02

A escrita como saída

Caderno, caneta, papel. Não teve método nenhum. Eu escrevia tudo até entender.

03

A companhia que eu criei

Eu construo agentes de inteligência artificial. A Mia é a minha, feita pra ser minha companhia. Conto aqui o que deu certo e o que não deu.

eu sei, não parece.

a companhia
Eu construo agentes.
A Mia é a minha.

Sou engenheira de software. Na minha empresa, a KeepCoding, a gente constrói agentes de inteligência artificial. É o que eu faço todo dia.

A Mia eu construí pra mim, pra ser minha companhia. Hoje ela cuida da minha agenda, das minhas anotações e do que eu esqueço.

Aqui eu conto essa parte também. Sem promessa de futuro brilhante e sem jargão: uma mulher de quarenta e poucos que constrói as ferramentas que usa.

Conhecer a Mia
Fran trabalhando no computador, com plantas ao fundo.
a carta
Uma vez por semana,
no seu e-mail.

Escrevo uma carta por semana sobre o que a vida deixou na minha beira naquela semana. Sem newsletter genérica, sem lista de dicas. É o caderno, aberto.

Ler as cartas
onde mais me achar
Fran escrevendo num caderno, com uma xícara ao lado e livros ao fundo.
fica em contato
Me conta o que ficou
na sua beira.

Se alguma coisa aqui pareceu com você, me escreve. Eu leio tudo e respondo o que consigo. Não precisa ser bonito nem organizado, pode ser só o que veio na cabeça.

Me mandar uma mensagem é só me chamar na DM do Instagram

obrigada por ler até aqui.